quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Assombrada

Assombrada

Enguiçar em uma viagem
A uma cidade distante
Sentindo toda a friagem
Ao caminhar de forma constante

Um caminho sem volta
No lusco-fusco de fim de tarde
É de causar revolta
Que este fato me retarde

À procura de abrigo
Avisto uma solução
Talvez encontre um amigo
Neste antigo casarão

Nesta sombria construção
Encontro meu destino
Sem ter nenhuma noção
Ou medo de um assassino

Entro e me acomodo
Na residência abandonada
Sinto um sinistro incômodo
Como se estivesse sendo observada

Na escuridão do aposento
Fecho os olhos e escuto
Percebo seu movimento
No silêncio absoluto

Apesar do incômodo
Acho que é um exagero
Mas fujo pelo cômodo
Escondendo-me em desespero

Uma criatura pavorosa
Ataca-me inesperadamente
É de uma força assombrosa
E deixa-me inconsciente

Pela manhã despertei e percebi
Um grande urso empalhado
Sobre mim a me sorrir

Com seu dente amarelado...
By Zô

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