Assombrada
Enguiçar
em uma viagem
A
uma cidade distante
Sentindo
toda a friagem
Ao
caminhar de forma constante
Um
caminho sem volta
No lusco-fusco de fim de tarde
É de causar revolta
Que este fato me retarde
À procura de abrigo
Avisto uma solução
Talvez encontre um amigo
Neste antigo casarão
Nesta sombria construção
Encontro meu destino
Sem ter nenhuma noção
Ou medo de um assassino
Entro e me acomodo
Na residência abandonada
Sinto um sinistro incômodo
Como se estivesse sendo observada
Na escuridão do aposento
Fecho os olhos e escuto
Percebo seu movimento
No silêncio absoluto
Apesar do incômodo
Acho que é um exagero
Mas fujo pelo cômodo
Escondendo-me em desespero
Uma criatura pavorosa
Ataca-me inesperadamente
É de uma força assombrosa
E deixa-me inconsciente
Pela manhã despertei e percebi
Um grande urso empalhado
Sobre mim a me sorrir
Com seu dente amarelado...
By Zô

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