Plexo
Dois corpos entrelaçados
Em um momento de paixão
Dois espíritos afortunados
Por alcançar esta comunhão
Duas almas aflitas... Alucinadas
Carentes de aconchego e afeição
Duas criaturas conquistadas
Por esta perfeita união
A empatia é imediata
E se entregam ao prazer
Mas logo o sentimento arrebata
E o amor ameaça acontecer
Um encontro do destino
Mitigando a mútua solidão
Tornando o destino cristalino
Reforçando esta profunda ligação
Duas metades que se completam
Formando uma totalidade
E um ao outro ofertam
A mais pura felicidade
Encontraram-se por acaso
Em meio a um personagem
Foi uma eventualidade, um caso
De natureza puramente selvagem
Mas vão além da necessidade
Suas auras transcendem o sexo
Cultivando além da amizade
Atingindo, no sentimento, o plexo...
By Zô
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E vc tão bela e formosa
ResponderExcluirMas insegura e medrosa
Tem medo do amor e da paixão
Prefere viver na solidão
Medo de Amar
ResponderExcluirA insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.
Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos.. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, imediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.
Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.
FRANCO, Divaldo Pereira. Amor, Imbatível Amor. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.