Sereia
De um oceano
distante
Aproxima-se
sorrateira
Em busca de um
amante
Sem conhecer a
fronteira
Neste mundo
estonteante
Arrisca-se
matreira
Num vai-e-vem
constante
De uma maré
altaneira
Em meio a bruma
densa
Observa o
estranho
Sua respiração
condensa
Neste salgado e
frio banho
Envolve-o
mansamente
Com seu
encantamento
Atraindo-o com a
mente
Para este
relacionamento
Mantendo-o para
sempre cativo
Deste amor
impossível e surreal
Retorna para este
encontro afetivo
Com regularidade
sem igual
Nas pedras se
recosta, se deita
Descansa emitindo
seu lindo canto
O chama, o ama, o
venera, o aceita
O aguarda, para
sempre, neste recanto...

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